A importância da Santa Missa – Acampamento Fé e Milagres 21/07/2017

Não existe na terra nada mais poderoso e precioso do que o Sangue de Jesus Cristo.

O sangue de Jesus Cristo foi derramado na cruz há mais de 2.000 anos, de uma só vez, mas, Jesus, através do sacramento da Eucaristia instituiu o sacrifício da nova e eterna aliança, que é o Santo Sacrifício da Missa na Eucaristia.

Quem quer encontrar o seu maior tesouro nesta terra, o seu bem mais precioso e sublime, encontra-o na missa, no Santíssimo Sacramento, na santa comunhão. Estar em uma Santa Missa é o mesmo que estar dentro do sacrifício de Cristo, pois nela, somos envolvidos pelo Sangue de Jesus. Primeiro, através das leituras da missa. Depois, somos purificados pelo poder do Sangue através da Palavra de Deus, e por fim, vamos mergulhar neste Sangue e deixar que ele mergulhe em nós pela comunhão. A partir disso não há força do mal, humana ou diabólica, que possa nos separar de Deus, porque não existe nada mais poderoso do que essa aliança que o Pai fez.

Todas as vezes que nós quisermos tocar profundamente o coração de Deus e alcançar deste coração toda graça e fervor, devemos ir à santa missa, ouvir a palavra de Deus e renovar a nossa fé. E mais, se estamos em estado de graça depois de uma boa e santa confissão podemos não só renovar o nosso físico através da comunhão, mas, sacramentalmente, renovar todo o nosso corpo, a nossa vida, e o nosso ser. O milagre da Santa Missa não alcança só a você que diretamente comunga, mas também todos os seus.Todos são alcançados pelo sangue de Jesus, quando você comunga por alguém. “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família (Atos 16:31)”.

Após a Santa Missa, você leva consigo o cordeiro de Deus que é sinal de salvação para toda a sua casa. Além da sua casa, e da sua família, o Sangue de Jesus também alcança aqueles por quem somos obrigados a orar, como: pela igreja, pela pátria, pelo papa, pelos nossos bispos, pelos sacerdotes, pelas autoridades, superiores e subordinados, pelos de sangue e pelos que nos comprometemos a rezar.

Quando comungamos, Jesus vem até o nosso coração e nos envolve. A força do Sangue de Jesus se torna a força daquele que crê, daquele que tem fé. No livro do Êxodo, do capítulo 11 ao 12, temos a instituição da páscoa, que narra a noite da última e mais terrível praga do Egito. Diz a Palavra que o coração do Faraó estava cada dia mais duro, então Deus, que já havia lhe dado todas as chances de abrir o coração, liberta seu povo e deixá-los ir até a terra prometida.

Deus determina, naquela última praga do Egito, a morte de todos os primogênitos de homens e animais, menos do povo de Deus que estava atento e que queria esta aliança com o Senhor. Eis que receberam o meio de ficarem livres desse flagelo, como descreve o livro do Êxodo, capítulo 12; 21-24: “Moisés convocou todos os anciãos de Israel e disse-lhes: Ide e escolhei um cordeiro por família, e imolai a Páscoa. Depois disso, tomareis um feixe de hissopo, ensopá-lo- eis no sangue que estiver na bacia e aspergireis com esse sangue a verga e as duas ombreiras da porta. Nenhum de vós transporá o limiar de sua casa até pela manhã. Quando o Senhor passar para ferir o Egito, vendo o sangue sobre a verga e sobre as duas ombreiras da porta, passará adiante e não permitirá ao destruidor entrar em vossas casas para ferir. Observareis esse costume como uma instituição perpétua para vós e vossos filhos”.

Essa páscoa foi a primeira de muitas páscoas, porque o Senhor fez da páscoa uma instituição perpétua, era uma profecia, uma pré-figuração da nova e eterna aliança. Essa primeira aliança realizada pelo sangue de um animal, no sacrifício de um cordeiro na refeição pascal, era apenas a sombra daquilo que viria a ser a verdadeira páscoa, pois o cordeiro imolado a ser sacrificado agora não é mais um animal, é o próprio filho de Deus.

Sua carne e Seu sangue agora são oferecidos a Deus no altar da cruz, mas antes, Jesus quis que fosse celebrado sacramentalmente numa refeição pascal, numa ceia judaica, onde ele tomou o pão ázimo, deu graças, e o levanta, dizendo: “Tomai e Comei, isto é o meu corpo que será entregue por vós”. Depois tomou o cálice, deu graças, ergueu-o, e o deu aos seus discípulos dizendo: “Tomai e Bebei, este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados”, e ordenou: “Fazei isto em memória de mim”.

O mesmo sacrifício que Jesus iria realizar na sexta-feira santa, de uma forma cruenta, derramando o seu sangue de uma só vez, para sempre, Ele ordenou que fosse celebrado muitas vezes (fazei isso em memória de mim) como uma atualização sacramental pela igreja, daquele mesmo sacrifício, porém agora, de uma forma incruenta, real. Você pode se perguntar: “Porque Jesus não ofereceu logo a sua carne e o seu sangue diretamente a nós, mas quis oferecer a sua carne e o seu sangue sobre o véu do sacramento?” Eu lhe respondo: “Você suportaria comer um pedaço de carne humana? Sua sensibilidade suportaria beber um pouco de sangue humano?” Não! Jesus pensou em tudo. Ele escolheu os alimentos mais universais que são o pão e o vinho como comida e bebida, e instituiu o Seu Santíssimo Sacramento, do Seu corpo e do Seu sangue, por inteiro, em alma e divindade, escondida no pão e no vinho. Isso é mistério da fé.

Aparentemente, após a comunhão, parece que nada mudou, mas na verdade, tudo mudou. É o próprio corpo de Cristo que recebemos, “Feliz aquele que crê sem ter visto (Jo, 20:29)”. Mesmo que não sintamos e não vejamos, devemos nos entregar a este mistério e permitir que as graças de Deus aconteçam em nossas vidas. Quer um maior milagre que a Eucaristia? Não há! O maior milagre que existe é o santo sacrifício de Cristo que se renova a cada momento, em cada altar, pela Eucaristia.

A grande graça que hoje você deve pedir a Deus, é a de ter uma fé viva na Eucaristia. Devemos reconhecer o amor extremo de Jesus por nós, que mesmo tendo querido retornar ao Pai no céu, quis permanecer conosco na terra, através da Eucaristia.

A eucaristia é o Emanuel, que significa Deus conosco. Cada sacrário é a certeza de que Jesus continua conosco, está no meio de nós, vivo, sendo nosso alimento. Cada vez que Jesus vem na santa Missa, sobre o altar em sacrifício, e depois sobre o sacrário do nosso coração, é Ele dizendo: “Pai, não desista da humanidade”. “Pai, eu te ofereço de novo esse sacrifico, de novo eu me ofereço pela humanidade, doando a minha vida, tudo o que tenho e sou, por eles”.

Por isso meu irmão, nunca percamos a esperança. Enquanto existir uma santa missa na face da terra, há esperança para esse mundo. A santa missa é o sol desse mundo, é o sol da nossa vida, é a aliança de Deus conosco. O Sangue de Jesus é o Deus que se imola, que morre mas ressuscita e vem ao seu coração tornar-se um contigo.

Não perca tempo! Vá logo ao essencial! Vá logo ao que mais toca o coração de Deus, que é a Santa Missa. Tenha essa confiança de que pelo sangue de Jesus, o Pai não te negará nada, te abençoará, e mudará completamente a sua vida, porque o precioso Sangue de Jesus Cristo nos traz a salvação.

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