Deus anda conosco. Dom Afonso em Missa de ação de graças por sua ação pastoral

“Na vida, nas vitórias ou nas derrotas, Deus está presente em tudo. Em todas as ações do ser humano, Deus está presente. Deus anda conosco!”, Dom Afonso Fioreze em sua homilia.

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Dom Afonso Fioreze em sua homilia. Foto: Pascom - Diocese de Luziânia

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Confira abaixo a transcrição da homilia:

“Olho para o rosto de vocês para ver se estão felizes ou tristes porque eu estou indo embora… É importante que estejam contentes.”

É importante não nos lamentarmos, mas agradecermos. Temos que dizer a Deus: ‘muito obrigado’. É costume do povo de Deus reconhecer a ação Dele na sua história. A gente percebe que o povo reclama, lamenta, mas no fim das contas, reconhece que Deus está sempre presente, agindo na vida de cada um nas vitórias e nas derrotas porque a história é Dele e nós só somos coadjuvantes. Não somos nós que fazemos as coisas; é Deus quem age.

Nossa primeira atitude é de agradecimento, porque Deus está conosco e nos acompanha. Ele conduz nossa história. Apesar das dificuldades e até mesmo quando achamos que perdemos a direção das coisas, reconhecemos a ação Dele, que chamamos de história da salvação porque é Deus agindo em favor do ser humano. E isso nos enche de alegria: a certeza de sermos amados por Ele.

São Paulo diz na Carta aos Romanos: o que pode me separar do amor de Cristo? Nada! E a história revela isso. Não estamos aqui para realizações materiais – isso também – mas estamos celebrando nossa história como comunidade de Deus, como aconteceu com o povo de Israel a caminho da Terra Prometida. Tudo termina quando colocarmos nossa vida nas mãos de Deus Pai – a Bíblia diz isso. Não estamos encerrando a história, mas agradecendo a Deus pela nossa história.

Ao longo da vida, encontramos pessoas e o mundo que ajudamos a transformar. E o primeiro mundo é o nosso interior. Se não, não vamos ver as coisas de Deus. É preciso tirar aquilo que não ajuda a enxergar Deus agindo na história. No lugar de corações de pedra, Deus colocou um coração de carne, que ama. E o que precisamos fazer é: primeiro, amar a Deus e depois as pessoas. Aprendemos isso na catequese, o que nos leva a celebrar o dia de hoje. Celebrar um tempo e a certeza de que Deus anda conosco.

Que Deus nos ajude a dizer obrigado; a andarmos juntos, a formarmos nossa diocese, uma comunidade dele, com os padres, nossas famílias e tudo que temos. Queiramos apresentar como oferta agradável ao seu coração. Ele não quer coisas materiais, mas o nosso coração, um coração arrependido, que lhe pertence e é conduzido por seus ensinamentos.

A celebração de hoje nos leva a esse pensamento: Maria Madalena chama Jesus de Mestre. A semana toda celebramos ‘o ser discípulo de Cristo’. ‘Basta que se torne igual ao Mestre’. Jesus é o Mestre e ninguém pode ser colocado no lugar dele porque senão acaba sofrendo e não se realiza. Maria Madalena reconhece Jesus como Mestre e nos leva a pensar nisso: queremos formar uma comunidade com Ele e realizar o que Ele quer? Que nossa história seja um verdadeiro discipulado de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Somos criados para conhecer, amar e servir a Deus neste mundo e viver com Ele para sempre. A celebração do dia de hoje nos mostra que Deus anda conosco. Cada pessoa que encontramos nesse mundo é uma luz de Deus no nosso coração. Que Deus nos ajude a andarmos juntos, a formarmos uma Diocese, comunidade unida para sermos o povo de Deus.

Que nos apresentemos como oferendas agradáveis ao Senhor. Deus não quer nada de material, quer o nosso coração. Um coração arrependido que lhe pertence. Na liturgia do dia de hoje somos levados a esse pensamento através da história de Maria Madalena com Cristo.

Já durante toda essa semana refletimos sobre ser discípulo e tornar-se igual ao mestre. Jesus é o mestre, ninguém pode ser colocado no lugar dele. Se o fizermos, acabamos sofrendo e não tendo em nós a alegria da celebração da própria vida, como o foi com Maria Madalena. Só depois de reconhecer Jesus como mestre quis fazer aquilo que está no coração de Deus e encontrou o amor e a paz.

Que nossa história seja um discipulado que nos leve a estarmos de acordo com o coração de Cristo.

Transcrição: Luciana Melo e Élida Borges - Comunidade Mel de Deus.

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