Eis aí tua mãe – Frei Josué 1º dia da semana da Transfiguração

Saiba como foi a infância e o início da adolescência de João Paulo II.

CLIQUE AQUI e confira as fotos do primeiro dia da semana da Transfiguração 2017. Fotos: Paula Fonseca e Carla Alves.

No primeiro dia da semana da Transfiguração 2017, a Mel de Deus celebrou a mudança de fase dos vocacionados 2015, que após dois anos de formação, ingressaram como pré-discípulos na Comunidade.

Turma de Pré-discípulos 2017 com os fundadores (Badia e Frei Josué) e os formadores da colmeia (Luciana Melo, Júlio Lobo e Raimundo Júnior), juntamente com Débora, Magali, Idelma e Relva (representando o pequeno conselho da Mel de Deus)

A Santa Missa foi brilhantemente presidida por Frei Josué, OFM Conv. Em sua homilia, ele enfatizou a infância de São João Paulo II, mostrando que mesmo diante das dificuldades que passou, um fato foi capaz de mudar toda sua história: a consagração a Virgem Maria. Confira abaixo o resumo da homilia.

Deus precisa de homens corajosos, como aquele grão de mostarda, que não confia em si, mas no Senhor.

Hoje estamos celebrando Santo Inácio de Loyola, que fez a diferença no seu tempo. Ele era espanhol e viveu no Séc. XVI.

Como jovem, Inácio levou uma vida devassa, envolvido com bebidas, mulheres, jogo, boemia… Sua profissão era soldado.

Um dia, numa batalha, ele foi gravemente ferido. Como gostava muito de ler, pediu a irmã no hospital que disponibilizasse alguns livros para que ele pudesse ler, e ela assim o fez, sempre colocava ao lado de sua cama hagiografias, isto é, biografias de santos, como São Francisco, São Domingos, Santo Antônio e Santo Agostinho.

Ao ler as narrações dos gestos heroicos dos santos, Inácio pensou: Se eles e elas puderam, por que não eu? Em seguida, as Irmãs deram para ele ler um livro intitulado: A Lenda Dourada, que narra a vida de Jesus.

Este livro foi a gota d’água. Ao lê-lo, Inácio começou a comparar a sua vida fútil e vazia, com o grande ideal de Cristo, a serviço de Reino de Deus.

Assim, aos poucos, ele foi redescobrindo aquele Jesus que conhecera quando criança, no catecismo da primeira Comunhão.

Tomou a firme resolução de trocar de carreira: Em vez de defender reinos humanos, tornar-se soldado de Cristo, lutando pelo Reino de Deus. Na noite da Encarnação, a 25 de Março, depois da confissão de suas faltas, fez a vigília de armas e pela Mãe de Jesus é armado cavaleiro de Cristo e da Igreja militante, sua esposa. Será em breve general da admirável Companhia de Jesus, suscitada pela Providência para combater o protestantismo, o jansenismo e o paganismo renascente.

Para conseguir dominar a atração que sentia por prazeres errados, fazia penitência. Durante o tratamento, os médicos tiveram de fazer nele uma cirurgia. Inácio pediu: Não quero anestesia. O pedido foi aceito, e ele resistiu às dores do bisturi.

Logo que recebeu alta, foi ao santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat e depositou sua espada aos pés da Virgem Maria. Depois, retirou-se para o meio do mato, num lugar solitário, e ali se entregou totalmente à oração, à leitura da Bíblia e à prática de penitências.

E o resultado está aí: se tornou não só um santo, mas um pai de uma multidão de Santos, a família Jesuíta, que vem até hoje fazendo o bem pelo mundo afora.

Mas nessa semana gostaria de falar de uma dessas sementes tão pequeninas que fez a diferença na Igreja de seu tempo que foi o grande São João Paulo II, ele que é o santo mais próximo de nós, que tivemos mais contato.

É uma pessoa que influencia o mundo, que Deus colocou nele tantas virtudes e graças que se torna um exemplo do que este sacrifício de Cristo, do que é ser esse Moisés que se sacrifica por Deus e por seu povo para trazer a salvação para todos nós.

São João Paulo II nasceu em 18 de maio de 1920, em Wadowick, ao sul da Polônia. Filho de Karol Wojtyla e de Emília Kaczorowska foi batizado com o nome de Karol Jósef Wojtyla.  Era o caçula dos três filhos de seu pai, Karol Wojtyla, tenente do exército de infantaria, e sua mãe, Emíila Kaczorowsky, uma jovem siciliana de origem lituana.

A vida de João Paulo II foi marcada por muitas perdas desde muito cedo. Aos nove anos de idade, ele sofreu com o falecimento de sua mãe, em 13 de abril de 1929. Anos mais tarde, faleceu seu irmão e, em 1941, seu pai.

Com vinte anos de idade não tinha mais ninguém, já havia perdido todos os entes queridos. Aquele menino tinha tudo para ser revoltado, estava sem ninguém, com o país dominado pelos nazistas, tendo que trabalhar numa pedreira e depois numa fábrica de cimento para não ser desterrado para campo de concentração na Alemanha.

Veja a situação desse menino. E porque não se desesperou? Quando perdeu sua mãe, seu pai o levou à capela da imagem de Maria de Kalwaria, a imagem milagrosa, em 1929, e disse a ele: “Agora esta é sua mãe”. Karol tinha 9 anos. Foi selado assim o início da devoção de João Paulo II pela Mãe de Jesus, o que durou uma vida toda e nunca mais houve espaço para solidão em seu coração.

João Paulo II ensina que, nos momentos mais difíceis da vida, quando sobrar dor e faltar as pessoas mais importantes da vida, não pode faltar a Virgem Maria. Ela nos ajudará a compreender que, por mais que não compreendamos os planos de Deus, esse plano é perfeito. Ela viveu a fé, sua vida é uma vida de fé.

Desta forma, sigamos o exemplo de João Paulo II  e peçamos a intercessão da Virgem Maria para que tenhamos uma vida espiritual madura, forte, possamos refletir a luz que recebemos de Deus ao mundo. O mundo necessita do testemunho de pessoas que encontraram com Cristo, apaixonados por Deus, pela vida da oração, esta é a nossa missão.

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