Escolas católicas da Inglaterra e País de Gales deixarão de usar os termos “pai” e “mãe” por ordem do governo.

O Serviço de Educação Católica (CES), vinculado à Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales, solicitou aos 2.200 centros católicos do Reino Unido que eliminem de seus formulários os termos ‘pai’ e ‘mãe’, que discriminam os progenitores separados e gays e os padrastos e madrastas.

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Na recomendação, pede-se a todas as escolas católicas para que excluam dos seus formulários de matrícula as palavras ‘pai’ (father) e ‘mãe’ (mother) e que sejam substituídas por ‘tutor 1’ (parent 1) e ‘pai 2’ (parent 2).

A decisão do Escritório que faz a mediação nas disputas entre o governo e os pais de crianças chega após uma denúncia do pai de uma criança que queria inscrevê-lo em uma escola de Londres e estipula que “na ausência de qualquer esclarecimento” das palavras ‘pai’ e ‘mãe’ nos formulários escolares, os termos “podem ser entendidos como uma restrição” ao conceito de progenitor.

Um porta-voz da CES defendeu ao Catholic News Service (CNS) que a mudança nos pedidos de inscrição não representa necessariamente uma mudança na política da Igreja sobre o conceito de gênero ou paternidade, mas implica uma adaptação ao Código de Admissão às Escolas do Estado, que os colégios e institutos católicos também devem cumprir.

“Esperamos que todas as escolas católicas cumpram o Código”, disse o porta-voz, “e trabalharemos em estreita colaboração com elas para garantir que isso aconteça”.

De acordo com informações publicadas na mídia britânica, desde que ocorreu a decisão do governo, no mês passado, centenas de escolas católicas e galesas já modificaram seus formulários de inscrição para adequá-los às expectativas do Governo.

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