Homília – Frei Josué – Domingo da Divina Misericórdia 2017

     

Chegamos ao terceiro domingo de Páscoa. É a festa da misericórdia. É a festa que Jesus chama de Sua, e que sai do mais profundo do Seu Ser.

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Essa festa da Divina Misericórdia começa na sexta-feira da paixão, porque desde que Jesus foi crucificado para nos salvar Ele já começou a manifestar a sua misericórdia, e vai até o primeiro domingo após a Páscoa. Jesus sabe o quanto lhe foi caro dar a vida para a salvação de todos aqui na terra.

Jesus se mostra no quadro da Divina Misericórdia tal qual Ele se mostrou na cruz. Na cruz Ele está de braços abertos com o coração jorrando sangue e água, porém, no quadro da Divina Misericórdia Ele está ressuscitado, mas também de braços abertos e com o coração jorrando sangue e água representados pelos raios vermelhos e brancos.

Hoje é uma festa de grande alegria, porque o coração de Jesus que é maior do que o nosso está transbordando. Se dentro do nosso coração existir o desejo profundo de arrependimento dos nossos pecados, Jesus nos encontrará com a sua infinita misericórdia.

Frei Josué rezando a novena da Divina Misericórdia na Festa da Misericórdia 2017 na Mel de Deus

O dia da festa da Divina Misericórdia é o dia por Excelência da misericórida de Deus porque é o dia da abundância. Nesse dia a misericórdia de Deus é jorrada com abundância, bastando apenas que nós abramos o nosso coração a Deus. O esplendor do amor de Deus é a misericórdia, e o esplendor da misericórdia é essa festa.

 

Sao João Paulo II marcou a igreja ao instituir a festa da misericórdia mesmo depois de tantas provações. Estamos diante de uma devoção que foi muito provada mas que foi aprovada pela igreja, e hoje é uma realidade em tantos lugares. Aproveitemos a misericórdia de Deus sempre meus irmãos.

Quanto ao evangelho de hoje (João 20, 19-31), ele nos diz que: “Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles disse: A paz esteja convosco…”.

Esse trecho vai nos dizer duas coisas. A primeira é que, em outras palavras, assim como as portas dos discípulos estavam fechadas, muitas vezes as portas das nossas vidas também estão fechadas.

É a porta fechada de um emprego, da saúde, de um sonho, de várias coisas, mas, para a misericórdia de Deus não existe porta fechada, pois Jesus diz: “Eis que estou à porta e bato”. Saiba que no dia da misericórdia Jesus nem espera você abrir a porta, Ele mesmo já entra por amor a nós. Não existe porta fechada que possa deter a misericórdia de Deus.

A segunda coisa que o trecho do evangelho nos diz é sobre a paz. Um grande presente que Jesus nos dá através da sua misericórdia é a Paz. Não há nada mais libertador do que ter paz. O contário da paz é a perturbação, o terror. Como é terrível quando perdemos a paz. Paz significa plenitude, bem estar, segurança, mesmo no meio de uma tribulação. Paz não é ausência de problemas, mas é a certeza da presença de Deus na nossa vida. Deus está muito atento à nossa vida. Deus está no controle de tudo. Não olhe para a tempestade da sua vida, olhe apenas para Ele. No momento de angústia não perca a sua paz, porque quando perdemos a nossa paz, nossa vida fica descompensada. Acalme-se! A paz esteja convosco. A paz de Jesus vence todo medo.

As mãos de Jesus no quadro da Divina Misericórdia estão prontas para nos abençoar. Jesus está mostrando as chagas Dele para nos dizer que não devemos ter medo, porque Ele foi chagado por nós, para nos salvar, mas ressuscitou, está vivo. Tem um amor imenso por nós e quando lembra o quanto foi difícil dar a vida por nossa salvação, Ele pede a Deus que tenha misericórdia por nós em qualquer situação. Por suas chagas nós fomos curados. Jesus também nos dá a paz hoje, nos mostra as suas chagas, e nos diz novamente: A paz esteja convosco.

Todos devemos ter paz e entender que Deus nos perdoa, que Deus cancela os nossos pecados. Não tem nada mais que nos tire a paz do que estarmos com a consciência pesada pelas coisas que fizemos de errado, mas, quando estamos de consciência tranquila, nós temos a paz.

Todos nós, ao encontrar a Divina Misericórdia, precisamos levar essa misericórdia para os outros. Se você recebeu essa misericórdia, você deve se encher de bondade e misericórdia para com os outros. Perdoe sua família. Perdoe quem te ofendeu. Quem recebeu misericórdia, misericórdia deverá dar.

O evangelho de hoje também nos fala do Espírito Santo. Tal como Deus Pai no começo da criação soprou sobre um boneco de barro o seu Espírito Santo e o homem se tornou um ser vivente, assim Jesus sabe que somos fracos, então Ele sopra sobre nós o teu Espírito Santo. Lembre-se que a Páscoa vai até Pentecostes. É pela misericórdia de Deus que até penteconste vamos receber esse sopro de vida, esse sopro do Espírito Santo.

Qual o sacramento que pode ser chamado o sacramento por excelência da Divina Misericóridia? A confissão. Não existe um lugar maior de misericórdia do que um confessionário. Ali Deus esquece os nossos pecados. Assim é a confissão.

O presente que Jesus nos deu antes da sua paixão, na quinta-feira santa, foi a Eucaristia, e, no primeiro e segundo domingos da Páscoa se concretiza a confissão. Eucarístia e Confissão são os dois sacramentos que vão nos manter na misericórdia de Deus, que vão nos manter mais fortes como canais de misericórdia para o mundo que precisa tanto.

No evangelho de hoje, Jesus fala também de Tomé, chamado dídimo, que quer dizer gêmeos. Tomé era um homem de Deus, que amava Jesus, que daria a vida por Ele, mas fraquejou e duvidou de sua ressurreição. A Palavra de Deus nos mostra que Tomé faltou a Santa Missa na primeira vez que Jesus apareceu aos discípulos. Foi a sua primeira aparição após a sua ressurreição, e Tomé não estava junto com os outros discípulos. Ele faltou a Santa Missa. Fraquejou. Não faça você o mesmo. Não falte a Santa Missa. Não falte a confissão, porque senão você entra na tibieza mesmo com tanta misericórdia.

As vezes agimos igual a Tomé. Quem ama também fraqueja, duvida, tropeça no meio da caminhada, e nós temos que aprender a perdoar essa pessoa por isso, porque todos somos fracos e fraquejamos. Quem está de pé tome cuidado para que nunca venha a cair. Orai e vigiai porque a carne é fraca.

Nós não sabemos o caminho que ainda vamos ter que trilhar, por isso tenhamos propósitos e saibamos que quem está na caminhada fraqueja, e é por isso que precisamos da misericórdia de Deus, que precisamos confiar.

Nunca se desespere da sua salvação, clame a misericórdia de Deus e confie no Senhor. Lembre-se do bom ladrão que era mal, talvez até um assassino, mas confiou em Deus, e assim devemos ser nós. Nós não podemos nunca nos deseperar, aconteça o que acontecer devemos confiar na misericórdia de Deus. Não se desespere porque a misericórdia de Deus é maior que tudo!

Na segunda aparição de Jesus Tomé estava presente porque Tomé não faltou a Santa Missa na segunda vez, e, foi nesse encontro que Jesus disse a ele: “Tomé põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos”. Em outras palavras, Jesus disse toque aqui nas minhas chagas, toque aqui na minha misericórdia. Aqui está o esplendor da misericórdia para alguém que não confia: tocar as chagas de Jesus. Jesus deixou que Tomé tocasse em sua chagas, mas hoje Ele faz muito mais por nós, porque nós não tocamos só nas chagas Dele, mas recebemos Ele por inteiro através da Eucaristia. É muito amor. É muita misericórdia.

Tomé naquela hora que tocou em Jesus respondeu: “Meu Senhor e Meu Deus”. É assim que devemos responder a Deus. Deus leva tão a sério a nossa vida e a nossa salvação que não podemos duvidar da sua Eucaristia, do seu amor e da sua misericórdia.

Foram muitos os milagres que Jesus fez, mas nem todos estão escritos na bíblia como nos diz o evangelho, e aqui está uma prova de que a tradição da igreja é muito viva. Primeiro veio a igreja e depois a bíblia. Jesus realizou muitos sinais que não estão escritos, mas a tradição da igreja irá nos revelar.

Por fim, o evangelho nos revela que devemos crer que o nome de Deus é misericórdia. Por isso, se encha da certeza de que o Senhor te ama e que sua misericórdia não terá fim.  

 

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