Perigos do alcoolismo

O cristão pauta a sua vida pela “vigilância e oração” e coloca todas as suas preocupações nos braços do Pai e confia nele, sem buscar nas fugas a solução errada para seus males.

A primeira leitura de hoje (Daniel 5) narra que Baltazar, o filho do rei Nabucodonosor, era um grande rei, mas um homem sem o santo temor de Deus. Como é triste uma pessoa que tem autoridade e exerce um papel importante neste mundo, mas que não teme a Deus, nem tem temperança, porque ela acaba fazendo o mal a si e aos outros. Assim era o rei: sábio, mas louco. Sábio para umas coisas, forte e poderoso para outras, mas estulto.

Na leitura de hoje, vimos que Baltazar dá uma festa e, com a consciência já atordoada pela embriaguez, comete um sacrilégio: manda trazer os utensílios sagrados do templo para que ele e todos os seus fossem com eles servidos. Daí o perigo dos vícios, nesse caso, o vício do álcool, que faz com que as pessoas cometam atos dos quais o demônio se utiliza para ofender a Deus. O alcoolismo destrói a pessoa radicalmente.

O principal ato de sacrilégio é contra o Santíssimo Sacramento. Jesus se entrega a nós por inteiro; devemos ter muito cuidado com a comunhão porque é o próprio Deus que se faz presente. O demônio sabe que Jesus está ali e por isso quer profanar a Santíssima Eucaristia. Muitas vezes dizemos que nunca vamos profanar o Santíssimo Sacramento, mas, qual é o sacrário mais sagrado que temos? É o nosso coração, ou seja, cada vez que alguém comunga em pecado mortal, ofende a Deus e comunga a própria condenação.

Devemos ter muito cuidado com as nossas comunhões; nossas atitudes na Santa Missa; as vestes que usamos para nos encontrar com o Senhor… Será que Jesus está feliz com sua maneira de se vestir? Um sacrilégio nem sempre é cometido por maldade, mas muitas vezes é por ignorância, por indiferença. Procuremos todos os dias nos examinar e verificar se estamos verdadeiramente respeitando a Deus.

Enquanto todos festejavam e rendiam graças aos seus falsos deuses, o Senhor, zeloso defensor daquilo que lhe é consagrado, deixa gravado na parede do palácio a sentença contra aquele sacrilégio. Pasmo com a visão, o rei promete muita riqueza e honrarias a quem fosse capaz de interpretar os escritos. Muitos sábios e magos daquele tempo tentaram, mas nenhum deles teve a capacidade de interpretá-los. Foi então que Daniel, reconhecido como servo do Deus Altíssimo, fora chamado para dar a interpretação daquelas palavras.

Ainda hoje, muitos zombam e enchem de adjetivos as pessoas que dedicam mais tempo a Deus. Só que na hora das dificuldades, são essas mesmas pessoas que a elas recorrem, porque sabem de sua fidelidade verdadeira ao Senhor. A reposta de Daniel é um exemplo para nós: “Fiquem contigo teus presentes e presenteie um outro com tuas honrarias; contudo, vou ler, ó rei, o escrito e fazer-te a interpretação.” Quem é de Deus não se vende!

A verdade é a verdade. Não podemos querer agradar a pessoa só porque é uma autoridade ou um representante importante. Maior do que o rei é Deus. O pecado é sempre pecado e é a verdade que liberta. Por isso não temos que ter respeito humano, ou usar uma falsa diplomacia; claro, sem agredir ninguém, respeitando a liberdade de cada um, mas quando somos chamados, devemos dizer a verdade e ser verdadeiras testemunhas de Cristo.

Como é triste um homem zombar de Deus dizendo: “cadê Deus? Ele não castiga nada”. Parece que pode fazer qualquer coisa e nada lhe acontece. Mas Deus vê tudo e, na sua infinita misericórdia, Ele espera e quer que todos sejam salvos.

Mas nós que conhecemos a Deus, devemos perseverar na verdade. Jesus disse que, nos últimos dias, seremos perseguidos, até mesmo pela nossa própria família, mas o Espírito Santo nos dará palavras acertadas. Deus dá a sabedoria. Quando defendemos a Deus, Deus nos defende. Não tenhamos medo de nada porque nem um só fio dos nossos cabelos vai cair sem o consentimento de Deus.

É permanecendo firmes que seremos salvos. Que o Espírito Santo nos dê a firmeza da fé. Que nunca profanemos, nem passemos indiferentes diante de um sacrário. Que nunca participemos de qualquer jeito de uma Santa Missa ou de uma adoração. Que nosso Senhor seja sempre amado e honrado pela nossa fé.

Se mesmo na nossa pequenez e miséria defendermos a glória de Deus, Deus com sua glória nos defenderá! Principalmente nos momentos que mais precisarmos de sua graça.

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