São Januário, o santo do milagre da “liquefação do sangue”

São Januário, o santo do milagre da “liquefação do sangue”.

O fenômeno já aconteceu inclusive nas mãos do Papa Francisco.

O sangue do mártir São Januário (San Gennaro) é preservado há séculos dentro de um relicário em Nápoles, no sul da Itália.

O que torna essa relíquia particularmente peculiar é um milagre que se repete com grande frequência: a massa de sangue de São Januário sofre o fenômeno da liquefação.

O milagre

Nunca foi possível explicar o que acontece com o sangue do santo, que simplesmente se torna líquido em três ocasiões por ano:

  • no aniversário da transladação dos seus restos mortais para Nápoles (sábado anterior ao primeiro domingo de maio);
  • na sua festa litúrgica (19 de setembro);
  • no aniversário do milagre que protegeu a região de uma erupção do vulcão Vesúvio (16 de dezembro de 1631).

Nessas datas, em presença dos fiéis, o bispo (ou um sacerdote) apresenta a relíquia com o sangue diante da urna que contém a cabeça de São Januário. Ao se agitar o relicário, a massa de sangue se liquefaz, o sangue fica avermelhado e, às vezes, até borbulha. Então o bispo anuncia: “O milagre aconteceu!”.

Em 21 de março de 2015, o sangue de São Januário se liquefez nas mãos do Papa Francisco, mesmo fora das três ocasiões tradicionais em que o fenômeno costuma acontecer. Você pode conferir este momento registrado em vídeo: basta clicar neste outro artigo.

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Quem foi São Januário

No ano 304, o imperador romano Diocleciano desencadeou a última e também a mais violenta perseguição contra a Igreja. O bispo Januário foi preso com mais alguns membros do clero, sendo todos julgados e sentenciados à morte num espetáculo público no Circo. Sua execução era para ser, mesmo, um verdadeiro evento macabro, pois seriam jogados aos leões para que fossem devorados aos olhos do povo chamado para assistir. Porém, a exemplo do que aconteceu com o profeta Daniel, as feras tornaram-se mansas e não lhes fizeram mal. O imperador determinou, então, que fossem todos degolados ali mesmo. Era o dia 19 de setembro de 305.

Alguns cristãos, piedosamente, recolheram em duas ampolas o sangue do bispo Januário e o guardaram como a preciosa relíquia que viria a ser um dos mais misteriosos e incríveis milagres da Igreja Católica. São Januário é venerado desde o século V, mas sua confirmação canônica veio somente por meio do papa Sixto V em 1586.

Fonte: Aleteia.org e Franciscanos.org

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