Viver decididamente. Pregação de Frei Josué no 9º Famílias Consagradas

A cada manhã você é chamado a fazer uma escolha: de ter ou não um dia maravilhoso, de chegar ou não mais perto do céu ou do inferno. É o livre arbítrio. É uma questão de decisão. Esta é a vida que devemos viver cada dia.

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pregacao-com-frei2Esse texto que nós ouvimos agora, é o final do capítulo 8 de Romanos, e é um dos mais importantes que São Paulo escreve. O título, já no capítulo 7, é a morte do homem velho e a vida em espírito, ou seja, Paulo está nos ensinando que existem duas vidas e três mortes. A primeira vida é a vida aqui na terra. Nossa vida terrena é muito boa, mas é marcada pelo pecado, perdas, tragédias, e dificuldades. O problema é que as coisas ruins chamam mais atenção do que as vitórias. Então, agradeça a Deus a vida que você tem, sem ficar olhando as derrotas. Devemos viver com muita gratidão, fugindo do pecado, dando um sentido positivo à nossa vida. A cada manhã você é chamado a fazer uma escolha: de ter ou não um dia maravilhoso, de chegar ou não mais perto do céu ou do inferno. É o livre arbítrio. É uma questão de decisão. Esta é a vida que devemos viver cada dia. A vida é cheia de medos e temos que enfrentá-los com confiança em Deus. Não sabemos quando essa vida terrena vai terminar, então temos que vivê-la com responsabilidade, intensidade, mas sempre buscando nos preparar para a nossa segunda vida, que é a vida eterna.

A segunda vida não tem fim, por isso, na vida terrena, devemos lutar para estar sempre em estado de graça, e na bênção de Deus. Na vida eterna, não haverá mais morte, dor ou separação, então, busque a vida eterna.

Além dos dois tipos de vida, existem também três mortes. A primeira, é a morte pelo pecado mortal. É como se eu virasse as costas para Deus e me afastasse Dele. Se soubéssemos o que é o pecado mortal, fugiríamos dele para nunca ofender a Deus, e viver em comunhão com Ele. Em relação ao pecado mortal, existe um lugar em que acontece a ressurreição: no confessionário. Jesus quando ressuscitou sabendo que voltaria para a casa do Pai, deixou dois sacramentos: a Eucaristia e a graça do perdão dos pecados através da confissão. Cada vez que chegamos diante de um sacerdote, até mais pecador do que você, temos que lembrar que ele foi instituído por Deus, e tem autoridade para perdoar os seus pecados. Cada confissão bem feita, com arrependimento, com propósito de vida, é uma ressurreição.

Além da morte pelo pecado mortal, existe também a morte para nós mesmos. Quem é muito tentado ao orgulho e à vaidade, por exemplo, precisa morrer para si mesmo. O complexo de inferioridade é puro orgulho, porque nos sentimos menores do que alguém. Isso é orgulho ferido! Nós precisamos morrer para esse homem velho, para essa mulher velha, a cada dia. Às vezes, Deus não tem derramado a graça que você precisa, porque Ele quer que você aprenda a confiar Nele, a esperar Nele. Temos que ver que tudo tem um propósito. Tudo o que Deus faz é perfeito. Podemos até não entender nada agora, mas precisamos confiar porque um dia tudo será esclarecido. Precisamos morrer para nós mesmos, parar de vacilar na nossa fé, ter confiança, perseverar na oração, mesmo quando Deus nos faz esperar. Veja o exemplo de Jó, que chegou a dizer a Deus: “Senhor, mesmo que o Senhor me mate, eu te servirei. Mesmo que eu morra, eu o servirei”. E foi justamente a fé que mudou a vida de Jó. Ele teve uma fé inabalável.

Eu acho que uma grande felicidade para um pai é quando o filho o compreende. Quando você faz algo que é o melhor para ele e ele aceita. Imagine a dor de Jesus quando Ele sente que confiamos mais no que o demônio coloca na nossa vida do que na Palavra Dele, só porque Ele nos faz esperar. Logo desanimamos na fé, não temos esperança. O que mais Jesus ama é um coração que confia Nele, mesmo diante de tanta dor e sofrimento. Purgatório é isso! Você sabe da presença de Deus, mas não sente a presença Dele e nem é digno de ver a face Dele, precisando esperar e esperar. Jesus me ensinou que devemos rezar pelas almas do purgatório porque elas sofrem muito. Quando vier um sofrimento, um medo, principalmente em uma noite terrível, nessa hora se ajoelhe e diga “Jesus, eu confio em vós! Eu te ofereço tudo aquilo que ofende o teu coração!” E assim, a paz volta e a graça de Deus cobre todo o resto. Essa morte para nós mesmos, para todos os medos, me fez entender que Jesus nos prova para ultrapassarmos os nossos limites, para testar a nossa fé e fazer de nós, pessoas de oração.

Por fim, a terceira e mais terrível morte, é a morte eterna. Essa daqui não tem mais jeito. Essa começa pelo pecado e vai se eternizar no inferno, e dessa morte devemos fugir procurando a vida eterna, o rosto de Deus.

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