24/05/2026

A Igreja de Éfeso: uma Igreja que recebeu muito

Frei Josué no Retiro de Pentecostes nos convida a refletir sobre uma pergunta decisiva para a vida cristã: “Recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé?”
Na pregação do dia 24/05/2026, meditando sobre a passagem de Atos 19,1-10, Frei Josué inicia sua reflexão a partir do encontro de São Paulo com os discípulos de João Batista na cidade de Éfeso. Entretanto, ao perguntar se eles haviam recebido o Espírito Santo, recebe uma resposta surpreendente: “Nós nem sequer ouvimos dizer que existe Espírito Santo.”

A partir disso, o frei recorda a importância espiritual da cidade de Éfeso na história da Igreja. Foi ali que São Paulo pregou durante um longo período e deixou como primeiro bispo o seu discípulo São Timóteo, a quem escreveu:
“Reaviva a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos.”

Éfeso e a presença de Maria e São João

Éfeso também foi a cidade onde viveu São João Evangelista juntamente com Nossa Senhora. Segundo a tradição cristã, a Virgem Maria passou seus últimos anos naquela região.
Frei Josué recorda ainda a experiência mística da Beata Catarina Emmerich, que descreveu com detalhes a casa de Nossa Senhora em Éfeso e, posteriormente, arqueólogos encontraram o local.

Além disso, foi em Éfeso que aconteceu o Concílio de Éfeso, no ano 431, quando Maria foi proclamada oficialmente como Theotókos — Mãe de Deus. No entanto, mesmo sendo uma Igreja tão privilegiada espiritualmente, Éfeso não perseverou. Hoje restam apenas ruínas. “A quem muito foi dado, muito mais será cobrado.”

A nova primavera da Igreja

Frei Josué afirma que, após o Concílio Vaticano II, Deus concedeu uma nova efusão do Espírito Santo sobre a Igreja. Assim, ele recorda o apoio dos papas à Renovação Carismática Católica, especialmente São João Paulo II, que chamou esse movimento de “nova primavera da Igreja”.
A primavera simboliza:

  • a vida que renasce;
  • a vitória sobre o inverno;
  • o florescimento da graça;
  • a alegria da Páscoa.

Desse modo, Frei Josué no Retiro de Pentecostes afirma que Deus continua suscitando carismas para reacender a chama da fé quando ela começa a esfriar. “Aparentemente nada. Mas ali existe a força do Espírito Santo de Deus.”

Os dois extremos que o cristão precisa evitar

Frei Josué, então, alerta para dois enganos espirituais.

1. Achar que já é santo o suficiente

O primeiro erro é acreditar que, porque rezamos, fazemos novenas e participamos de encontros, já estamos cheios do Espírito Santo. Contudo, isso acontece porque nos comparamos com pessoas afastadas da fé, e não com os santos. “Se nos compararmos com os santos, veremos o quanto ainda estamos longe daquilo que Deus quer de nós.”

2. Achar que a santidade é impossível

Por outro lado, o segundo extremo é o desânimo espiritual. O demônio tenta convencer a pessoa de que ela nunca mudará e, por isso, não vale a pena lutar pela santidade. Entretanto, Deus não nos chamou para sobreviver espiritualmente, mas para viver a plenitude da graça.

O Espírito Santo: o Amor do Pai e do Filho

Frei Josué explica quem é o Espírito Santo: “O Espírito Santo é o Amor do Pai e do Filho.” O Pai ama eternamente o Filho, e o Filho responde a esse amor voltando-Se inteiramente ao Pai. Assim, esse movimento eterno de amor é o Espírito Santo. Além disso, o frei explica que Deus é eterno, enquanto nós vivemos presos ao tempo.
Para isso, ele usa a imagem de um labirinto:

  • nós caminhamos dentro do tempo, fazendo escolhas;
  • Deus, porém, vê o caminho inteiro do alto;
  • Ele conhece o começo, o meio e o fim.

Mesmo assim, nossa liberdade permanece intacta.

Deus habita em nós

Frei Josué insiste em uma verdade central da vida cristã: “O Espírito Santo foi derramado em nossos corações.” Por isso, ele explica que muitos cristãos ainda vivem apenas como os discípulos de João Batista, sem experimentar verdadeiramente a ação do Espírito Santo. O Batismo cristão, portanto, não é apenas um símbolo. Por meio dele:

  • somos libertos do pecado;
  • tornamo-nos filhos de Deus;
  • recebemos o próprio amor da Trindade em nossa alma.

Santo Agostinho escreve: “Tu estavas dentro de mim, e eu Te procurava fora.” Além disso, Frei Josué destaca a perseverança de Santa Mônica, que rezou por trinta anos pela conversão do filho.

O Espírito Santo já habita no batizado

Em um dos momentos mais fortes da pregação, Frei Josué no Retiro de Pentecostes explica que muitas vezes rezamos: “Vem, Espírito Santo”, enquanto, na verdade, Ele já habita em nós.
“Talvez o gesto mais correto fosse colocar a mão no peito.” Porque o Espírito Santo já vive na alma de quem foi batizado.

Não entristeçais o Espírito Santo

Meditando as cartas de São Paulo, Frei Josué recorda: “Não entristeçais o Espírito Santo de Deus.”
Mas o que, então, entristece o Espírito Santo?

  • a impureza;
  • o ressentimento;
  • o egoísmo;
  • a desobediência;
  • a maldade.

Além disso, o frei recorda que nosso corpo é templo do Espírito Santo e foi consagrado a Deus. Por isso, o pecado fere profundamente essa comunhão divina.

O verdadeiro pedido para Pentecostes

Por fim, Frei Josué conduz a assembleia a uma oração profunda, pedindo uma experiência verdadeira com o Espírito Santo: “Divino Espírito Santo, neste santo dia de Pentecostes, dai-nos uma experiência verdadeira contigo.”

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