Homilia de Frei Josué na Festa da Exaltação da Santa Cruz

Na Festa da Exaltação da Santa Cruz, celebrada em 14 de setembro, Frei Josué conduziu a comunidade a contemplar o significado da Cruz de Cristo e a transformação profunda que ela representa para a humanidade. Aquilo que durante séculos foi associado à condenação, ao sofrimento e à morte tornou-se, por meio da entrega de Jesus, o grande sinal da salvação. Assim, ao olhar para a Cruz, o cristão não contempla simplesmente um instrumento de sofrimento, mas o lugar onde Cristo manifesta seu amor e sua vitória.

Antes de entrar propriamente no tema da celebração, Frei Josué chamou a atenção da comunidade para algo que muitas vezes pode passar despercebido durante a Santa Missa: a homilia não é um intervalo dentro da celebração. Com uma observação direta, recordou que não podemos tratá-la como uma pausa ou como um momento separado do restante da liturgia. Pelo contrário, toda a celebração forma uma unidade e conduz o povo de Deus ao encontro com Cristo.

“Eu queria só dizer a vocês uma coisa: a homilia não é um momento da gente no banheiro, não é uma vaga, como se fosse assim a folga, a pausa da nossa Missa.”

A advertência de Frei Josué aponta para uma atitude espiritual importante. Quando participamos da Missa, precisamos permanecer atentos a cada momento, porque Deus continua falando e agindo ao longo de toda a celebração. A liturgia não é formada por partes isoladas que podemos simplesmente acompanhar de maneira automática. Por isso, Frei Josué reforçou:

“Às vezes a gente começa a fazer disso como se fosse uma coisa automática. Não é assim. A Missa é inteira.”

A partir dessa perspectiva, Frei Josué conduziu a comunidade para o mistério celebrado naquele dia: a Festa da Exaltação da Santa Cruz. A liturgia coloca diante dos nossos olhos o sinal que resume o centro da fé cristã. A Cruz recorda a entrega de Jesus, sua paixão e sua morte, mas também aponta para a vitória que nasce justamente daquele lugar de aparente derrota. Por isso, aquilo que os homens consideravam instrumento de condenação tornou-se, em Cristo, sinal de esperança e salvação.

A Festa da Exaltação da Santa Cruz

Ao iniciar sua reflexão sobre a solenidade, Frei Josué recordou que a Festa da Exaltação da Santa Cruz está ligada, segundo a tradição apresentada na homilia, a dois grandes acontecimentos. O primeiro está relacionado à descoberta da Cruz de Cristo na Terra Santa. O segundo está ligado à sua exaltação e veneração pública, especialmente depois da transformação vivida pelo Império Romano com a liberdade concedida aos cristãos.

Frei Josué concentrou inicialmente sua atenção na figura de Santa Helena, tradicionalmente associada à descoberta da Santa Cruz. Segundo o relato apresentado por ele, Santa Helena foi até a Terra Santa e procurou o lugar onde Jesus havia sido crucificado. Naquele período, o local do Calvário teria sido marcado pela presença de construções pagãs, que contribuíam para apagar a memória cristã daquele acontecimento. A busca pela Cruz, portanto, também aparece como uma busca pela memória do sacrifício de Cristo.

De acordo com a tradição recordada por Frei Josué, Santa Helena recebeu uma indicação de Deus de que a Cruz de Jesus ainda se encontrava naquele lugar. Por isso, foram realizadas escavações no local do Calvário. A tradição cristã relaciona essa busca à região atualmente associada à Basílica do Santo Sepulcro, onde existe também a chamada Capela de Santa Helena, ligada à memória da descoberta da Cruz.

Durante as escavações, segundo o relato apresentado na homilia, foram encontradas várias cruzes. Surgiu então uma questão fundamental: como identificar aquela que havia sido utilizada na crucifixão de Jesus? Não bastava encontrar uma cruz; era necessário reconhecer, entre aquelas encontradas, qual seria a Cruz de Cristo, aquela sobre a qual o Senhor havia entregado a própria vida pela salvação da humanidade.

Foi nesse contexto que Frei Josué recordou o relato tradicional segundo o qual enfermos foram colocados em contato com as diferentes cruzes. Pessoas cegas, coxas, enfermas e marcadas por diversos sofrimentos teriam sido apresentadas diante delas. Conforme a tradição narrada, quando uma pessoa tocou ou foi colocada sobre a Cruz de Cristo, aconteceu uma cura imediata. Outros sinais também teriam acompanhado aquele momento, levando ao reconhecimento da verdadeira Cruz.

Assim, a Cruz que havia sido instrumento de suplício passou a ser venerada como sinal da entrega de Cristo. A partir dessa memória, a Igreja passou a celebrar a Exaltação da Santa Cruz, contemplando não apenas o objeto material encontrado, mas principalmente aquilo que a Cruz representa: o amor de Jesus, seu sacrifício e a salvação oferecida por Deus à humanidade.

A Cruz mudou de significado

Frei Josué destacou que, com Cristo, a Cruz passou por uma transformação radical de significado. Antes, ela representava sofrimento, castigo, vergonha e morte. Era um instrumento de execução utilizado para humilhar e eliminar aqueles que eram condenados. Entretanto, Jesus assumiu voluntariamente a Cruz e transformou aquele sinal de morte em instrumento de salvação.

“A Cruz de Cristo foi descoberta. Ela não é mais um objeto de suplício, de morte, de dor. Ela agora é sinal da nossa salvação.”

Essa mudança não acontece porque a Cruz tenha deixado de representar sofrimento. Pelo contrário, a paixão de Cristo revela justamente a profundidade da dor que Ele aceitou enfrentar por amor. A novidade está no significado que nasce dessa entrega. Em Jesus, a morte não tem a última palavra. A Cruz torna-se o caminho pelo qual Cristo manifesta sua misericórdia, vence o pecado e abre para a humanidade o caminho da salvação.

Por isso, Frei Josué recordou que Cristo, ao entregar-se na Cruz, enfrenta o poder do pecado, do demônio e da morte. A vitória já foi conquistada por Jesus, embora ainda aguardemos sua plena manifestação no fim dos tempos. Como explicou durante a homilia:

“Só que essa vitória só será concluída totalmente quando Jesus voltar.”

A Cruz, portanto, permanece diante dos cristãos como um sinal de esperança. Ela nos recorda que Deus pode transformar aquilo que parece derrota em caminho de vitória e que o sofrimento, quando unido a Cristo, não precisa terminar no desespero. Na Cruz, contemplamos o amor que se entrega, a misericórdia que salva e a esperança que aponta para a vitória definitiva de Cristo.

A Cruz que era derrota tornou-se glória

Frei Josué também chamou a atenção para a mudança cultural e espiritual que aconteceu ao longo da história cristã. Aquilo que antes provocava medo e vergonha passou a ocupar lugar de honra entre os cristãos. A Cruz deixou de ser vista apenas como instrumento de execução e passou a ser colocada nas igrejas, nos altares, nas casas e até como sinal associado à realeza.

“Agora a Cruz está na coroa dos reis, está nas catedrais, a Cruz brilha com todo esplendor.”

A imagem é poderosa porque evidencia a inversão realizada por Cristo. O instrumento destinado à humilhação tornou-se sinal de glória. O que representava derrota passou a anunciar vitória. O que lembrava a morte passou a apontar para a salvação. Dessa maneira, a Igreja não exalta a Cruz por causa do sofrimento em si mesmo, mas porque nela contempla o próprio Cristo e a obra de redenção que Ele realizou.

Por isso, a Festa da Exaltação da Santa Cruz convida cada cristão a olhar novamente para esse sinal tão presente na vida da Igreja. Ao fazer o sinal da Cruz, ao contemplá-la durante a Missa ou ao encontrar uma cruz em uma igreja, somos chamados a recordar que nossa fé nasce de um Deus que amou até o extremo. A Cruz permanece, assim, como memória viva de uma entrega que continua transformando vidas.

“Com este sinal vencerás”

Ao continuar sua reflexão sobre o poder da Cruz de Cristo, Frei Josué recorda a história do imperador Constantino. Antes de uma importante batalha contra Maxêncio, Constantino precisava enfrentar um exército muito maior que o seu. Segundo o relato apresentado na homilia, naquele momento decisivo ele teve um sonho no qual viu uma Cruz no céu e ouviu uma voz que lhe dizia: “Com este sinal vencerás”. A experiência marcou profundamente o imperador e o levou a colocar sua confiança naquele sinal que, até então, era associado pelos romanos à tortura, à condenação e à morte.

A Cruz, que para o Império Romano representava vergonha e derrota, passou a ser apresentada por Constantino como sinal de Cristo. Frei Josué chama atenção para a força dessa mudança: aquilo que anteriormente simbolizava o sofrimento e a execução de criminosos passou a ocupar um lugar central na identidade dos cristãos. Em vez de esconder a Cruz, Constantino a colocou diante de seu exército, reconhecendo nela um sinal de vitória e de proteção.

“Mas ele fez isso. Iluminado pela Cruz de Jesus, fortalecido por essa Cruz, ele venceu.”

Frei Josué relaciona ainda essa experiência de Constantino à oração de sua mãe, Santa Helena, cuja história também está ligada à descoberta da Santa Cruz. Dessa forma, a Cruz aparece novamente como sinal da ação de Deus na história. O que parecia representar apenas derrota e morte passa a testemunhar uma vitória que não nasce da força humana, mas daquilo que Cristo realizou por meio de sua entrega.

O Edito de Milão e a liberdade dos cristãos

A reflexão prossegue até o ano de 313, quando Constantino e Licínio publicaram o chamado Edito de Milão. Frei Josué recorda esse momento como um marco para os cristãos, que passaram a viver um período de maior liberdade para professar publicamente a fé. Depois de tantos anos de perseguição, os cristãos puderam sair das catacumbas e manifestar sua fé de maneira aberta, construindo também lugares destinados ao culto.

Nesse contexto, Frei Josué menciona a Basílica de São João de Latrão, tradicionalmente relacionada à família imperial e à expansão do culto cristão em Roma. A Cruz, que durante as perseguições podia representar condenação e vergonha, começava a aparecer publicamente como sinal da fé cristã. Assim, aquilo que havia sido instrumento de suplício passou a estar presente nas igrejas, nos espaços de oração e na vida daqueles que professavam Jesus Cristo.

Essa transformação ajuda a compreender o sentido profundo da Festa da Exaltação da Santa Cruz. Não se trata de exaltar o sofrimento por si mesmo, nem de glorificar um instrumento de morte. A Igreja exalta a Cruz porque nela contempla o amor de Cristo, que se entregou pela humanidade e transformou a própria morte em caminho de salvação. Por isso, a Cruz não permanece como sinal de derrota: em Jesus, ela se torna sinal da vitória sobre o pecado e sobre a morte.

O poder da Cruz de Cristo

Diante dessa história, Frei Josué conduz a comunidade a uma pergunta fundamental: o que a Cruz de Jesus pode realizar na vida de uma pessoa? Para ele, não é possível medir ou limitar o poder que Deus manifesta por meio da Cruz.

“Então, o que a Cruz de Jesus pode fazer, a gente não sabe. É poderosíssimo.”

A Cruz não deve ser compreendida apenas como um objeto religioso ou como um símbolo colocado nas paredes das igrejas. Ela aponta para uma realidade muito maior: aponta para o próprio Cristo e para sua entrega por amor. Quando o cristão contempla a Cruz, contempla aquele que, por sua paixão e morte, abriu o caminho da salvação. Por isso, carregar ou venerar a Cruz deve conduzir sempre a uma relação mais profunda com Jesus.

Frei Josué apresenta, então, a devoção ao Santo Nome de Jesus como uma maneira concreta de viver a Festa da Exaltação da Santa Cruz. O Nome de Jesus está intimamente ligado àquilo que a Cruz revela: o poder salvador de Cristo e a confiança daquele que coloca sua vida nas mãos do Senhor. Por isso, a celebração não termina apenas na contemplação de um acontecimento do passado, mas se transforma em um convite para proclamar Jesus e confiar n’Ele.

A Cruz continua, portanto, presente na caminhada cristã. Ela recorda que Cristo venceu por meio de uma entrega total e que o discípulo também é chamado a permanecer unido a Ele. Contemplar a Cruz significa reconhecer o amor que foi derramado por nossa salvação e permitir que esse amor transforme nossa própria vida.

A devoção ao Santo Nome de Jesus

Ao falar sobre o poder da Cruz, Frei Josué convida a comunidade a viver a Festa da Exaltação da Santa Cruz por meio de uma devoção concreta ao Santo Nome de Jesus. Para ele, proclamar o Nome de Jesus é colocar a confiança naquele que venceu o pecado e a morte por meio da Cruz. Por isso, neste dia de celebração, ele propõe uma prática simples, mas realizada com fé e perseverança: invocar repetidamente o Santo Nome de Jesus.

Frei Josué recorda uma oração relacionada ao momento da morte, quando a pessoa deseja permanecer firme em Cristo diante de qualquer tentação:

“Se na hora da minha morte o demônio vier me tentar, de nada adiantará, pois no dia da Exaltação da Santa Cruz mil vezes eu proclamei o Santo Nome de Jesus.”

A partir dessa oração, Frei Josué incentiva os irmãos e irmãs a proclamarem mil vezes o Santo Nome de Jesus ao longo do dia. A proposta não deve ser compreendida apenas como uma contagem mecânica de palavras, mas como uma oportunidade de permanecer em oração e voltar o coração para Cristo. Cada invocação do Nome de Jesus pode se tornar um ato de confiança, uma profissão de fé e uma recordação daquele que entregou sua vida por nossa salvação.

“Não deixe”

Frei Josué também compartilha a maneira como costuma realizar essa devoção. Em vez de rezar as mil invocações de uma só vez, ele as divide em grupos de cem. Dessa maneira, a oração pode ser feita progressivamente ao longo do dia, permitindo que a pessoa persevere sem perder de vista o sentido daquilo que está realizando.

“Eu rezo de cem em cem. E, no instante que você reza, faz as oitocentas, faltam duzentas vezes rezar o Santíssimo Nome de Jesus. Não deixe.”

A orientação é simples: se a pessoa começou a oração, deve procurar perseverar até completá-la. O convite de Frei Josué é para que ninguém abandone a devoção no meio do caminho. Assim, as repetições do Nome de Jesus tornam-se também uma oportunidade de perseverança, recordando que a vida cristã exige constância e confiança no Senhor.

Nesse sentido, a devoção ao Santo Nome de Jesus se une profundamente à Festa da Exaltação da Santa Cruz. A Cruz não pode ser separada daquele que nela foi crucificado. Quando o cristão contempla a Cruz, contempla Jesus; quando proclama o Santo Nome de Jesus, volta o coração para aquele que transformou a Cruz, antes sinal de morte e vergonha, em sinal de salvação e vitória.

Frei Josué apresenta essa prática como uma devoção própria para o dia da festa e destaca a confiança na proteção de Cristo:

“É só hoje essa devoção e você recebe uma grande proteção da Cruz de Cristo.”

A proposta, portanto, é viver a celebração com o coração voltado para Jesus. A Cruz recorda sua entrega; o Santo Nome proclama quem é aquele que nos salva. Dessa maneira, a devoção não permanece apenas como uma prática exterior, mas pode conduzir a uma experiência mais profunda de confiança e de intimidade com Cristo.

A Cruz nos conduz à entrega

Ao chegar ao final da reflexão, Frei Josué conduz a comunidade para um passo ainda mais profundo. Celebrar a Exaltação da Santa Cruz não significa apenas contemplar aquilo que Jesus realizou por nós, mas também reconhecer que a nossa própria vida precisa ser colocada diante de Deus. A Cruz revela uma entrega total, e o cristão é chamado a responder a esse amor oferecendo também a própria vida ao Senhor.

Por isso, depois da reflexão, a celebração continua conduzindo a comunidade para o momento do ofertório. A oferta que será apresentada não se limita às coisas materiais. Frei Josué convida cada pessoa a colocar diante de Deus aquilo que é e aquilo que vive, permitindo que a própria existência se torne uma oferta de amor.

“Nós vamos fazer o nosso ofertório colocando a nossa oferta, a nossa vida.”

A partir da Cruz de Cristo, a vida ganha um novo sentido. Se Jesus transformou o instrumento da morte em sinal de salvação, também nossas dores, lutas, renúncias e entregas podem ser colocadas nas mãos de Deus. A Cruz nos ensina que o amor verdadeiro não permanece apenas nas palavras: ele se entrega, persevera e confia no Senhor até o fim.

Colocar a nossa vida no altar

Ao chegar ao momento do ofertório, Frei Josué conduz a comunidade para o ponto central de toda a reflexão: contemplar a Cruz de Cristo também significa reconhecer que somos chamados a oferecer nossa própria vida a Deus. Jesus não entregou apenas alguma coisa; Ele entregou a si mesmo. Por isso, diante daquele que se ofereceu por nós, também somos convidados a apresentar ao Senhor aquilo que somos, aquilo que vivemos e tudo aquilo que carregamos no coração.

“Nós vamos fazer o nosso ofertório colocando a nossa oferta, a nossa vida.”

Essa palavra dá um novo sentido ao momento do ofertório. A oferta não se resume ao que colocamos materialmente diante do altar. Existe uma oferta muito mais profunda, que envolve a própria existência. Colocar a vida no altar significa apresentar a Deus nossas alegrias e dificuldades, nossos sonhos e preocupações, nossas lutas, renúncias e desejos, permitindo que Ele seja o Senhor de toda a nossa história.

A Cruz de Cristo mostra que a verdadeira entrega passa pelo amor. Jesus não escolheu a Cruz porque o sofrimento tivesse valor por si mesmo, mas porque, por meio dela, realizou sua entrega pela humanidade. Assim, quando o cristão contempla a Santa Cruz, encontra também um convite para sair de uma vida centrada apenas em si mesmo e aprender, como Cristo, a transformar a própria existência em uma oferta de amor.

A Cruz transforma a nossa vida

A reflexão de Frei Josué mostra que a Cruz passou por uma profunda transformação de significado. Aquilo que era instrumento de tortura, condenação e morte tornou-se, em Cristo, sinal de salvação. Da mesma forma, a experiência da Cruz pode transformar o modo como o cristão enxerga a própria caminhada. As dificuldades não deixam de existir, mas podem ser vividas na presença de Deus e unidas à entrega de Jesus.

Por isso, a Cruz não deve ser contemplada apenas como uma realidade distante, pertencente ao passado. Ela continua falando ao coração de cada cristão. Quando olhamos para Cristo crucificado, somos convidados a recordar que Deus permanece presente também nos momentos difíceis e que nenhuma entrega feita por amor ao Senhor é perdida. A Cruz aponta para a vitória de Cristo e, ao mesmo tempo, ensina o caminho da fidelidade.

Essa transformação exige uma resposta concreta. Não basta reconhecer que a Cruz é sinal de salvação; é preciso permitir que Cristo transforme também a nossa maneira de viver. A devoção ao Santo Nome de Jesus, a oração e a contemplação da Cruz devem conduzir a uma entrega cada vez maior. Assim, a celebração da Exaltação da Santa Cruz torna-se uma oportunidade para renovar o compromisso de colocar a vida inteira nas mãos de Deus.

Uma vida oferecida a Deus

No final da homilia, a palavra de Frei Josué nos leva novamente ao altar. É ali que apresentamos nossa oferta e reconhecemos que tudo aquilo que somos pertence ao Senhor. O altar torna-se, então, lugar de entrega, de confiança e de comunhão com Cristo. Ao colocar nossa vida diante de Deus, pedimos a graça de não guardar para nós aquilo que Ele nos chama a oferecer.

Celebrar a Exaltação da Santa Cruz é contemplar Jesus que se entregou por amor e deixar que essa entrega alcance também a nossa vida. A Cruz nos recorda que o caminho cristão passa pela confiança, pela perseverança e pela disposição de oferecer tudo ao Senhor. Por isso, diante da Santa Cruz, podemos renovar nossa oração: que Jesus seja o centro da nossa existência e que cada dia se transforme em uma nova oportunidade de viver para Ele.

A Cruz, que um dia foi instrumento de morte, tornou-se sinal da vitória de Cristo. Ela permanece diante de nós como anúncio de salvação e como convite à entrega. Ao contemplá-la, somos chamados a proclamar o Santo Nome de Jesus, confiar em seu amor e colocar nossa vida no altar, sabendo que aquele que venceu na Cruz continua conduzindo aqueles que se entregam a Ele.

Assim, a Festa da Exaltação da Santa Cruz não termina apenas com a contemplação de um símbolo. Ela nos conduz a uma decisão diária: permitir que Cristo seja o centro da nossa vida e oferecer a Ele tudo aquilo que somos. A Cruz nos mostra o caminho da salvação, e o altar nos recorda que nossa resposta a esse amor também precisa ser uma entrega.

“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.”

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